segunda-feira, 2 de março de 2015

A choradeira de Janot


Imagem: Cleiton Borges / Folhapress
Por Luciano Ayan

Esses procuradores gerais da república (assim como ministros do STF) tem uma mania tão engraçada quanto provocativa: enquanto ganham salários invejáveis, o que também vale para seus benefícios, reclamam de pressão. 

Se o problema é pressão, por que não trocam de emprego e partem para vender água de coco na praia? Muitos que optaram por este caminho dizem viver sem pressão. É só maresia. 

Por exemplo, às vésperas de apresentar ao STF os pedidos de abertura de investigação contra políticos envolvidos na Lava Jato, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, reclama de assédio por parte de parlamentares. 

Também pudera. Nunca vi tanta enrolação para liberar essa lista. Quem mandou adiar a divulgação para depois do Carnaval? O fato é que Janot tinha condições de revelar a lista já no início de janeiro. Se ele quis brincar de "esconde", que arcasse com as consequências. (Isso se a "brincadeira" já não estivesse nos planos, o que é bem provável) 

Também tivemos a história de uma suposta invasão à casa de Janot, que mora em um condomínio bastante seguro. É irônico que a invasão ocorreu em janeiro e só foi divulgada ao público na semana passada. Isso não é no mínimo estranho? 

Como não poderia deixar de ser, existe a tradicional reclamação de pressão da imprensa a respeito do que irá acontecer na Lava Jato. Na verdade, essa pressão apenas reflete o interesse do povo. Espero que Janot não tenha a desfaçatez de pedir que o povo deixe de exigir. 

Em suma, está na hora de Janot parar de choradeira e fazer o seu trabalho. E esperar a pressão se o trabalho não for bem feito!
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