terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Terror na Venezuela: com apoio da polícia, sede de partido opositor é invadida por coletivos bolivarianos


Imagem: Juan Carlos Lastres/Vision 360
Por Aitofel de Souza

A matéria da Folha de São Paulo estampava ontem a seguinte manchete: "Com apoio da polícia, sede de partido opositor é invadida na Venezuela"

Os fatos estão aí: as atrocidades totalitárias de Nicolas Maduro cada vez mais lembram as mais sinistras propostas do livro O Príncipe, de Maquiavel, tanto uma obra sobre o poder político como uma ode (às vezes) ao que há de pior no ser humano. 

Um dos ensinamentos tirados do livro é extinguir aquilo que não se submete á sua autoridade. Isto vem sido aplicado literalmente. O ditador mandou prender opositores políticos, liberou o uso de armas de fogo para seus militantes, autorizou o uso do exército contra civis desarmados, praticou torturas e, é claro, matou vários de seus cidadãos

Sua ação maquiavélica mais recente foi usar a polícia e seus grupos paramilitares chavistas (algo como "movimento sem terra venezuelano") para invadir a sede de um partido opositor. 

O uso de tal força fascista por parte do ditador nos envia um alerta cada vez mais sonoro para nos posicionarmos contra a unificação das polícias, um dos desejos petistas, e contra o decreto 8243, que possibilita a participação de militantes profissionais a serviço do governo, inviabilizando a ação do Congresso e, com isso, cuspindo no voto do eleitor. 

Não há nenhuma novidade em relação aos ocorridos na Venezuela. Em 1918, Grigory Zinoviev disse "Para superar os nossos inimigos, devemos ter nosso próprio militarismo socialista. Devemos levar junto com a gente 90 milhões de 100 milhões da população da Rússia Soviética. Quanto ao resto, não temos nada a dizer-lhes. Eles devem ser aniquilados".

Comunismo, socialismo e progressismo são apenas nomes para dissimular o que sempre foi, um movimento internacional revolucionário, cujo braço na América Latina é o Foro de São Paulo. 

O termo bolivarianismo se tornou conhecido. Mais dissimulados, os bolivarianos executam ações mais focadas em ocupação de espaços nas forças armadas, no STF, em outras instituições, e, antes disso, na mídia e nas escolas. Todas estas instituições serão usadas como ferramentas do "novo príncipe". Basta, para isso, que ele "colonize" espaços, colocando ali verdadeiros lacaios. Essas instituições, que deveriam fortalecer a democracia de um país, passam a ser usadas para enfraquecê-la, levando ao fortalecimento do dono do estado inchado. 

Como fica óbvio, o bolivarianismo é um projeto de poder. Não há nada além disto. Não existe busca por alternância de poderes (algo típico em democracia). Tudo se resume à busca de líderes por viverem de forma luxuosa, enquanto seu povo vive na penúria.

Nossa sorte aqui no Brasil é que os psicopatas no poder foram "com muita sede ao pote". Isto permitiu a detecção de casos de corrupção (assim como financiamento de ditaduras). Caso fossem mais cautelosos, com certeza já teriam nos transformado em um grande curral de gente. 

Outra falha foi lesionar aposentados norte-americanos que investiram suas economias em ações na Petrobrás. Esses idosos possuem muito amparo legal nos Estados Unidos. Prejudicá-los não iria sair barato. 

Retomo a notícia:

Dirigentes do Copei, partido conservador que teve grande influência na Venezuela até o fim dos anos 1990, denunciaram que um de seus prédios em Caracas foi invadido e tomado nesta segunda-feira (23) por um grupo de pessoas com apoio da polícia.

A ação, chamada pelo Copei de ato de intimidação, ocorreu no mesmo dia em que a sigla aderiu publicamente a um chamado de setores da oposição pedindo uma "transição" no país.
 
O apelo havia sido assinado pelo prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, preso na quinta (19) sob acusação de conspiração.

Segundo relatou à Folha o presidente do Copei em Caracas, Antonio Ecarri, a tomada começou às 3h desta segunda (4h30 de Brasília), quando um grupo de 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças, quebrou o portão e invadiu o prédio, que abriga escritórios ligados às atividades sociais do partido.

Os vigias foram rendidos pelos invasores, que alegaram ser grupos de sem-teto em busca de moradia. Testemunhas, porém, dizem que cerca de metade tinha armas.

Não está claro se as pessoas armadas eram agentes de inteligência à paisana ou membros de "coletivos", facções paramilitares que gravitam na órbita do governo"
É isto, caríssimos. Hoje os irmãos venezuelanos vivem sob a bota bolivariana. Não veremos por parte do nosso governo nenhuma manifestação de repúdio. Ocorreria o contrário se fosse o caso de um traficante indo pro corredor da morte em um país não-bolivariano. 

A mente revolucionária funciona de forma invertida. Para eles um criminoso é mais digno de pena do que inocentes venezuelanos esmagados pelo seu governo.

Continuemos a repudiar estas bestialidades. Vamos pressionar partidos e políticos tidos como aliados, assim como denunciar pelas redes sociais e blogs a imoralidade silenciosa do governo que consente com o stalinismo de Maduro. 

Olhemos misericordiosamente para a Venezuela e para o caos de lá. Que isso nos motive para que dia e noite lutemos contra o socialismo, pois como disse certa vez Mark Twain, "quando o único instrumento que você tem é um martelo, todo problema que aparece você trata como um prego".
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