quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sérgio Moro diz que atitude de Cardozo é "intolerável"


Imagem: Ricardo Borges / Folhapress
Por Luciano Ayan

Enquanto o governo e a OAB lançam uma argumentação esfarrapada atrás da outra, o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, fez de novo a voz da razão ecoar, endossando as críticas já feitas pelo ex-presidente do STF Joaquim Barbosa. 


Segundo Moro, a prisão dos executivos deve ser discutida "nos autos". Não há qualquer empecilho para que ele receba os advogados dos réus. Moro disse que o faz "quase cotidianamente". 

Sobre a reunião bizarra de Cardozo com os advogados dos presos, ele disse:
Intolerável, porém, que emissários dos dirigentes presos e das empreiteiras pretendam discutir o processo judicial e as decisões judiciais com autoridades políticas [...] Mais estranho ainda é que participem desse encontros, a fiar-se nas notícias, políticos e advogados sem procuração nos autos das ações penais.
Moro lembrou que Cardozo não é responsável pelas investigações. Ele segue:
Não socorre os acusados e as empreiteiras o fato da autoridade política em questão ser o ministro da Justiça. Apesar da Polícia Federal, órgão responsável pela investigação, estar vinculada ao ministério, o ministro da Justiça não é o responsável pelas ações de investigações.
Para Moro, o episódio foi uma "indevida, embora mal sucedida, tentativa dos acusados e das empreiteiras de obter uma interferência política". Sobre Barbosa, Moro disse que ele "bem definiu a questão". Correto, pois advogados em processos devem recorrer ao juiz, "nunca a políticos".

Agora vamos aguardar a escória governista demonizando as palavras sábias de Moro.
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