sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Senador petista persegue diretor do Portal Senado por divergência ideológica


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Você quer saber como começar um projeto totalitário sem colocar o exército nas ruas? O método não é difícil. Basta elencar os políticos e formadores de opinião mais dissimulados do mundo e, em seguida, realizar diversas ações de violação da liberdade de expressão da opinião divergente. 

O procedimento deve ser executado aos poucos, de forma até sutil ("progressiva"), para que os adeptos da liberdade não reclamem, dando validação contínua para o aumento progressivo da perda da liberdade de quem for contra o governo. (A validação surge, de nossa parte, quando não protestamos contra a censura)

Quando José Eduardo Cardozo criticou delegados da Lava Jato que postaram mensagens no Facebook contra o PT, só estava executando este método. Para eles, a regra a ser inserida no senso comum da patuleia é: "para um funcionário público, falar contra o PT não pode, mas falar a favor do PT é desejável". Que outro nome damos a isso que não censura?

O novo diretor responsável por todas as notícias do endereço www.senado.gov.br, Ricardo Icassatti Hermano, é um militante anti-PT.
Ele é conhecido por disseminar em redes sociais postagens pedindo a prisão da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula e de outros petistas. Num site pessoal, chegou a comparar a estratégia política do PT à adotada por Hitler.

No portal do Senado, ele tem orientado o destaque de matérias sobre temas como a pressão da oposição em relação à postura da diplomacia brasileira no caso da Venezuela e a mobilização por uma CPI do BNDES.

O senador Jorge Viana (foto, PT-AC), vice-presidente da Casa, já apura o caso.
Pergunta: onde está proibido que um funcionário público critique o governo nas redes sociais? Será que eles são capazes de nos mostrar essa lei? Claro que não conseguirão jamais nos provar que existe lei proibindo funcionário público de emitir opiniões contrárias ao governo nas redes sociais. 

A matéria do Brasil247 é bem clara em seu texto: "Senador Jorge Viana... já apura o caso". Que caso está sendo apurado? Ele pode dizer? Embora eu duvide que ele diga. 

Precisamos apoiar Ricardo Icassatti Hermano nas redes sociais, em defesa de seu direito de exprimir o contraditório. Já cessou a era de assistirmos esse partido totalitário silenciando vozes impunemente. 
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