quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PT patrulha até FHC por ter feito consulta racional e legítima sobre impeachment



Por Luciano Ayan

Quando você acha que não há limites de caradurismo a serem ultrapassados pelos petistas, sempre surge um artigo do Brasil247 para nos surpreender. Agora, segundo eles FHC joga no impachment com ardil e dissimulação


Vejamos:

Usando como ardil o advogado Luiz Costa, que trabalha em seu instituto, e dissimulando suas reais intenções, o ex-presidente Fernando Henrique está no centro do noticiário em torno do impeachment. Foi graças a FHC, que, por meio de seu advogado, pediu um parecer ao tributarista e jurista Ives Gandra Martins – que, naturalmente, encontrou legislação que poderia levar ao impedimento da presidente --, que o tema voltou com força a circular nos meios políticos.

No domingo, em artigo, o ex-presidente já havia deixado suas digitais na articulação do golpe contra Dilma. Ele enalteceu as qualidades do Poder Judiciário e toda a sua importância para a democracia, mas colocando os juízes num pedestal acima dos poderes Legislativo e, especialmente, Executivo. O ato seguinte foi assistir, de camarote, às repercussões do parecer de Gandra.
Bem ao seu estilo de não comprometer-se diretamente com seus próprios atos – até hoje FHC não admite que teve qualquer responsabilidade no apagão energético ocorrido em seu governo -, Fernando Henrique não admitiu, inicialmente, que o pedido do parecer tivesse sido uma iniciativa de um funcionário do Instituto FHC. Mas foi descoberto.
Agora, quando questionado sobre o tema pelo qual está batalhando, FHC diz que a matéria não é política, mas técnica. Trata-se de nova dissimulação. O próprio Ives Gandra, em seu parecer, afirma, com todas as letras, que, mesmo tendo encontrado argumentos jurídicos para responsabilizar Dilma pela corrupção na Petrobras e, assim, apeá-la do cargo de presidente da República, ainda por esse caminho 'o impeachment é político'.
FHC diz que não, que a matéria é jurídica. Exatamente como defendeu em seu artigo dominical.
O certo é que, com esses ardis e dissimulações, o ex-presidente conseguiu o que queria – tumultuar um momento complexo jogando, com todas as suas fichas, na derrubada de Dilma, dentro da tese do quanto pior, melhor.

Realmente, este partido não tem jeito mesmo. 

Supondo que FHC realmente tenha feito esta consulta, o fez principalmente pela existência de uma pressão popular. 

A demanda por impeachment, antes restrita a alguns manifestantes, agora finalmente está se tornando assunto. Especialmente por que a Petrobrás está destruída, o estado saqueado e nosso país humilhado perante o mundo. A estratégia de colocar a faca no pescoço dos próprios aliados também não tem ajudado nem um pouco ao governo. 

Nada mais justo que FHC buscasse obter um diagnóstico mais apurado e lúcido do que significa impeachment neste momento, até para não banalizar esta questão. Se ele não fizesse este tipo de consulta, até pela influência política que possui, seria um irresponsável. 

Enquanto isso o PT nem sequer deixa de atazanar seus adversários quando estes fazem uma mera consulta jurídica. Isso significa que assumiram o totalitarismo de vez. Para um partido que busca jogar a hipótese de impeachment para longe, não é a melhor atitude a se tomar.
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