sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Para a blogosfera estatal, Paulo Roberto Costa é um "canalha contra o Brasil". Epa, epa...


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Quanto mais Paulo Roberto Costa vai delatando, mais eles vão se enervando. Após ter várias de suas declarações repercutidas no Globo, Fernando Brito, do blog governista Tijolaço, resolveu chamá-lo de "ladrão". 

Bem, este "ladrão" renunciou ao seu cargo na Petrobrás, e recebeu honrarias do Conselho, que incluía Graça Foster e Dilma Rousseff.

Por isso que até hoje Aécio Neves está esperando a resposta à pergunta: "Quais foram os relevantes serviços prestados por Paulo Roberto Costa à Petrobrás?". Ah, já sei, eram "relevantes serviços" enquanto o PT só aproveitava. Agora, com as delações publicadas, culminando com o inferno na terra vindo para o partido, ele virou ladrão. Conveniente. É por isso que jamais chamei os petistas de bobos. Eles podem ser tudo, menos bobos. 

Mas o divertido é observar o comportamento de Fernando Brito. Quando Costa diz que a decisão da Petrobras de construir navios e sondas de petróleo no Brasil foi política, e não técnica, o blogueiro comenta:
É claro que foi: foi uma decisão de política industrial que privilegia a produção nacional, o emprego nacional e a capacidade tecnológica nacional. Ou seja, que privilegia o Brasil. Pode ter havido desvios em contratos? Pode e deve ser apurado. Mas, da mesma forma, pode-se desviar – e até com mais facilidade, pois o dinheiro já está lá fora – na compra ou no afretamento destes equipamentos no exterior, se o contratante é um ladrão.
Foi bom pro Brasil como? Brito não argumenta. Foi porque foi, oras. É que foi a Dilma que fez. Se ela fez, é bom. Não sei por que esse pessoal complica as coisas. 

Agora veja essa parte aqui da matéria do Globo: 
Em um dos depoimentos de sua delação premiada, divulgado na quinta-feira, Costa afirmou que a decisão de produzir navios para a Petrobras no Brasil 'foi política e não técnica', elevando os custos da estatal. Segundo ele, era muito mais barato e vantajoso encomendar de estaleiros da Coreia do Sul, por exemplo.
Leia a divertidíssima (involuntariamente cômica) gritaria de Brito:
Eu, particularmente, acho que teria sido “mais barato e vantajoso” ter mandado o senhor para a Coreia, mas a do Norte. Mas, senhor ladrão, permita-me uma pergunta: A sua decisão de roubar foi técnica ou política? Assim como poderia ter saído mais barato comprar um navio lá fora, não teria sido mais barato fazer contratos como os que o senhor fez sem embutir a propina?
Hue hue hue... 

Ele quer nos convencer que toda a corrupção foi fruto da mente maquiavélica de Paulo Roberto Costa? Nem criança de 10 anos ainda acredita nisso.

Tem mais:
O senhor é um ladrão, e ainda haverá quem lhe diga isso com todas as letras e sem temor, porque este estigma está em sua testa, por mais que o fantasiem de “salvador do país” e “esperança dos honestos”. Porque é ladrão e ladrão da pior espécie, o ladrão público, que o senhor é. Por maiores que sejam seus arreglos com a Justiça e com a mídia, por mais que se acovardem os que devem enfrentá-lo, não há como tirar esta marca do senhor, nem em mil anos. E em algum lugar há de haver gente capaz de chamá-lo assim, como o que o senhor é: ladrão.
É por isso que fazem bem os aliados que tem se afastado de Dilma. Quando a coisa aperta, eles passam a xingar os antigos aliados. 
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