sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Outro argumento fabuloso contra financiamento exclusivamente público de campanha: Dilma gastou mais em publicidade institucional do que em qualquer outra área em 2014


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Você conhece alguém que ainda não tenha descoberto que este papo de financiamento exclusivo de campanhas, conforme proposto pelo PT, é pura treta?

Se conhece, o ideal é mostrar para ele os dados que desnudam um baita bofetão na cara de todos os brasileiros, saído diretamente dos punhos desaforados do governo petista. 

Conforme matéria do Estadão, e de acordo com levantamento realizado pela entidade não governamental (ONG) Contas Abertas, a Presidência da República foi o órgão do governo federal que mais gastou com publicidade em 2014

Um pouco mais: 
Os gastos em campanhas publicitárias da Presidência da República alcançaram em 2014, segundo a ONG Contas Abertas, R$ 210,9 milhões. Desse montante, a maior parte (R$ 161,7 milhões) foi destinada à publicidade institucional. Foram campanhas para divulgar os atos, as obras e os programas governamentais. Ou seja, é um tipo de gasto eleitoralmente relevante, para o qual - como se vê - a Presidência da República não regateou esforços. No ano passado, as campanhas institucionais da Presidência da República tiveram como finalidade dar visibilidade à atuação do governo federal na realização da Copa do Mundo. Ali estava a sua vitrine. Segundo o governo, o objetivo era fortalecer os atributos positivos da imagem do Brasil, para o qual se utilizou o conceito "A Pátria de Chuteiras vai entrar em campo. Vibra Brasil!!!". 
Para adicionar insulto à injúria, estes gastos superaram outras pastas: 
Os seus gastos em propaganda conseguiram a proeza de superar pastas importantes, como o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação. O estudo não deixa de ser mais uma prova de que a prioridade dada pela presidente Dilma Rousseff às tarefas do último ano do seu primeiro mandato foi a sua reeleição. 
Quer dizer que você pagou as contas da reeleição de Dona Dilma Rousseff. Enquanto o governo torrava 161,7 milhões para fazer propaganda de si próprio, veja o que sobrava para o resto: 
[...] a publicidade de utilidade pública, cujo objetivo é informar e orientar a população a respeito de comportamentos que trazem benefícios reais para a melhoria da qualidade de vida, não teve o mesmo orçamento que o da publicidade institucional. À propaganda de utilidade pública promovida pela Presidência restaram R$ 48,3 milhões. 
Eu errei no começo. Isso não é só uma bofetada no rosto do pagador de impostos. É uma sequência violentíssima de socos. Nunca na história deste país o contribuinte foi tão afrontado. Se duvida, veja este trecho: 
Os gastos da Presidência da República com publicidade ficam ainda mais chamativos quando se comparam com os do Ministério da Saúde, habitualmente a pasta que mais investe em publicidade, tendo em vista as suas campanhas de informação sobre saúde pública. Em 2014, o Ministério da Saúde gastou R$ 209,9 milhões. A publicidade de utilidade pública do Ministério foi responsável por 90% da verba investida (R$ 188 milhões). Nesse item estavam incluídas, por exemplo, as campanhas de combate à dengue e de prevenção da aids, tuberculose e hanseníase, entre outras doenças. Com a publicidade institucional, o Ministério da Saúde gastou R$ 3,7 milhões e com a publicidade legal, R$ 18,3 milhões. Em terceiro lugar no ranking de publicidade do governo federal em 2014 ficou o Ministério das Cidades (R$ 179,9 milhões), responsável pelas campanhas de redução de acidentes de trânsito. O Ministério do Turismo - que tem a tarefa de promover o turismo tanto de brasileiros quanto de estrangeiros no Brasil, além de realizar campanhas contra a exploração sexual de crianças - gastou R$ 102,8 milhões com publicidade no ano passado. Em 2014, os gastos totais do governo federal com publicidade foram da ordem de R$ 1,1 bilhão, representando um aumento de 10% em relação ao ano anterior. 
Repare os números: R$ 161,7 milhões com publicidade institucional, ou seja, verba para promover o próprio governo, que, como qualquer pedra sabe, é Dilma. 

Então, se for assim, a campanha do PT não custou oficialmente 320 milhões de reais. Custou 481,70 milhões, pois toda essa verba deveria contar como propaganda petista. Isso se falarmos em números oficiais. (Pois as teorias que falam sobre custos "por fora' afirmam números bem maiores) 

Agora é só olhar para o óbvio: com o financiamento exclusivamente público de campanha, o PT segue podendo usar toda essa bufunfa em seu benefício. Seus adversários perdem o poder de competir com eles, pois não tem financiamento de empresas para combater o governo, dono de um assustador poder econômico (os números estão aí em cima). 

Isso sem falarmos na blogosfera estatal, que segue exclusivamente a favor do PT. Tudo com verba estatal. Enfim, financiamento exclusivamente público de campanha compreende tudo que vai abaixo nas mãos do PT e de ninguém mais: 

  • Direito de destinar verbas da Lei Rouanet e adquirir apoio 
  • Direito de usar verbas estatais em quantidade indecente para propagandear o próprio governo 
  • Direito de financiar blogosfera estatal, que só serve para propagandear o governo 
  • E muito mais, e tudo isso sem tirar um tostão do bolso 

Depois disso tudo, quem ainda não está indignado com a mera proposição de financiamento exclusivamente publico de campanha é um caso perdido.
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