segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O momento é de Eduardo Cunha


Imagem: Reprodução Redes Sociais

Por Luciano Ayan

Em seu blog, Reinaldo Azevedo demonstra estar, por enquanto, satisfeito com a postura e o desempenho de Eduardo Cunha. Ele cita alguns momentos interessantes do presidente da Câmara.

Por exemplo, este, sobre reforma política:

Eu quis mostrar que eles [os petistas] são o empecilho para a reforma política. Eles ficaram uma arara.

Ou este, em que ele comenta a perversa relação do PT contra o PMDB: 
O PMDB identificou claramente as digitais do governo numa tentativa de desestabilizar o partido. O governo patrocina a criação de outros partidos, e já há uma tentativa de cooptação de parlamentares peemedebistas. O PT decidiu trabalhar deliberadamente pelo esfacelamento do PMDB.

E este então, sobre Rui Falcão?
O Rui Falcão me ligou umas dez vezes esta semana e eu não atendi. Só atendo depois que ele me pedir desculpas pela grosseria que me fez há um ano, disse que eu fazia chantagem.

E, por fim, o que mais me interessa. A questão da regulação de mídia:

Sou absolutamente contrário à regulação da mídia, seja de conteúdo, seja de natureza econômica. O PMDB se originou de uma frente para combater a ditadura. A liberdade de expressão e a democracia são princípios fundamentais para o partido. Você pode me xingar e me atacar à vontade. Se eu me sinto ofendido, tenho o direito de recorrer à Justiça. Como diz aquele velho ditado: para má imprensa, mais imprensa.

Mesmo que fiquemos com um olho no peixe e outro no gato, já está na hora de realmente partirmos para a pressão positiva sobre os tucanos para que eles apoiem Eduardo Cunha nestas bandeiras, pois simplesmente ele está declarando que vai enterrar os projetos mais importantes para o totalitarismo petista. 



Alguns depressivos podem dizer "ah, mas no final ele vai se juntar ao PT". O problema é vê-lo fazer isso depois de declarações tão incisivas e contundentes sobre questões tão críticas. O momento não é de desânimo, mas de pressão positiva, além, é claro, do desgaste mais abrasivo possível diante dos petistas. 


Agora já está na hora de irmos atrás de datas. Por exemplo, quando teremos a derrubada do Decreto 8243? Quando teremos uma reforma política não-petista? O momento é de Cunha e ele parece com "sangue nos olhos".
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