terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Líder tucano diz que "impeachment não é golpismo". Que tal parar de se defender e partir para o ataque?


Imagem: Reprodução Brasil247
Por Luciano Ayan

Como já disse várias vezes, basta que a oposição (e a direita incluída) comece a jogar a guerra política em larga escala para o PT, enfim, se dar mal. Por enquanto, a natureza está dando conta do recado. Mas não podemos contar com a natureza sempre, certo?

Vejamos o que disse o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), sobre a questão do impeachment e a acusação, lançada pelo PT, de que todos que falam nisso são "golpistas":



Não se pode falar em golpismo quando se fala a palavra impeachment. Está na Constituição. E a Constituição tem que ser cumprida em todas as suas letras. Ao pronunciar a palavra não pode haver arrepios ou nem sequer reações que podem ser traduzidas como golpistas. Não estamos falando nisso. Mas quem fala nisso, e em tom cada vez mais alto, é o povo brasileiro. Cabe-nos serenidade e cobrança crítica ao governo. Não será no isolamento que a presidente encontrará a saída para este instante grave.
Está entendido. E, tecnicamente, ele está correto. Mas, em termos de guerra política, ele defendeu-se demais e atacou de menos. Quase todas as palavras foram para esclarecer o que ele "não é" ou o que ele "não quer", ao invés de atacar o governo. 

Melhor faria se tivesse dito que "O PT fala em impeachment desde os tempos de Fernando Collor, que hoje é aliado deles. Então eles terão que assumir que são golpistas. Mas agora é diferente: o pedido de impeachment vem do povo. E se o PT ataca o direito do povo se manifestar por impeachment, não só é golpista, como também tirano". 

Onde está defesa aí? Em lugar algum. Precisamos exigir que os tucanos comecem a aprender a se expressar desta forma. 

Alias, Lindbergh Farias (RJ), reagiu, e, conforme dita o manual, sempre atacando: 
Vocês estão sendo maus perdedores. Falar em impeachment depois de um processo eleitoral democrático é golpista. O que estou vendo aqui é grito de quem perdeu a eleição e não está querendo aceitar o resultado. Não se pode acusar o povo de golpista, mas tem uma minoria golpista se organizando sim. E estimulados pelo PSDB, que questionaram as eleições. Acho vergonhoso. Tenho visto uma minoria golpista.
Mais uma vez o discurso de ataque poderia ser o coringa, transferindo o golpismo ao PT, tanto por terem apoiado o impeachment de Collor, como por estarem renegando o direito do povo se manifestar. Então, golpista e tirânico.

Mas é preciso começar a atacá-los para que o povo perceba isso.
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