quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Joaquim Barbosa reduz discurso governista a pó


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Mas é sempre a mesma coisa com os governistas. E desta vez até um sujeito que tenta aparentar neutralidade (Ricardo Noblat) caiu na conversa petista. Resultado: cabe a ele também ser humilhado pelas palavras de Joaquim Barbosa. 

Vamos aos fatos, antes de tudo: depois que Joaquim Barbosa disse o óbvio sobre a atitude lastimável do ministro da justiça José Eduardo Cardozo, os petistas da mídia (e da blogosfera estatal) começaram suas tradicionais simulações de falso entendimento, isto é, fingir entender algo erradamente para encenar ao público que se tem um caso em mãos. A tradicional falácia do espantalho. 

Por exemplo, tivemos a ridícula nota da OAB, onde eles dizem lutar pelo "direito de alguém receber advogados". Mas Joaquim jamais foi contra alguém receber advogados, como veremos agora. E não poderia faltar a baixaria de Ricardo Noblat, que fez a seguinte encenação: "Gaba-se Barbosa de não ter recebido advogados de defesa ou de acusação na época em que foi ministro do STF. E os colegas dele? Todos os colegas dele que receberam advogados? Foram desonestos? Ou menos honestos do que Barbosa?". 

Será que eles não cansam de tanto teatro desonesto? E mais uma vez Ricardo Noblat (que às vezes faz textos bons) decepciona. 

Então segue abaixo Joaquim Barbosa nocauteando moralmente Noblat, a OAB e e toda a tropa das falácias governistas:
Incrível como torcem e retorcem o que eu digo! O objetivo é claro: desviar a atenção da essência daquilo que foi objeto do meu comentário.
— Joaquim Barbosa (@joaquimboficial) 19 fevereiro 2015

O que eu falei? A matéria jornalística em que se relatava uma tentativa de interferência da Política em assunto "jurisdicionalizado". Só.
— Joaquim Barbosa (@joaquimboficial) 19 fevereiro 2015

Desvirtuamento: passou-se a falar sem parar sobre direito de advogado ser recebido por autoridades; que eu nao recebia advogados!
— Joaquim Barbosa (@joaquimboficial) 19 fevereiro 2015

Noblat disse que eu queria aparecer! Qual a sua isenção, se eu o processei por racismo? Falta-lhe tbm isenção p outras razões.
— Joaquim Barbosa (@joaquimboficial) 19 fevereiro 2015

Eu recebia advogados? Sim, recebi-os às centenas! Mas informava a parte contrária, para que ela pudesse estar presente, se quisesse. P que?
— Joaquim Barbosa (@joaquimboficial) 19 fevereiro 2015

Explico: o processo judicial cuida de interesses ferrenhamente contrapostos. Tem de ser transparente, dar igualdade de chances às partes
— Joaquim Barbosa (@joaquimboficial) 19 fevereiro 2015

No processo judicial nao devem existir encontros "en catimini", às escondidas, entre o juiz e uma das partes. Igualdade de armas é o lema.
— Joaquim Barbosa (@joaquimboficial) 19 fevereiro 2015

Exemplo? No meio do julgamento da ap 470, o saudoso Marcio T Bastos pediu-me para ser recebido. Recebi-o, na presença do PGR.
— Joaquim Barbosa (@joaquimboficial) 19 fevereiro 2015
Veja a imagem:


É pertinente assistir, também, ao comentário da jornalista Rachel Sheherazade sobre o caso:




Qual será a nova jogada governista? Eu aposto que eles vão continuar fingindo que Joaquim Barbosa "é contra receber advogados". 

Vamos acompanhar os próximos capítulos da baixaria petista. 
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