quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Isso é que é empreendedorismo: governo anunciou em jornais inexistentes.


Imagem: AFP
Luciano Ayan

É isto aí, meus amigos. Com o PT é cada enxadada, uma minhoca. Para os bolivarianos, as possibilidades de "empreendedorismo" com dinheiro estatal são infinitas.

Agora vemos a notícia mostrando que o governo anunciou em jornais inexistentes no ABC paulista (berço do partido). Quer dizer, já não bastasse a verba desproporcional indo para a blogosfera estatal, agora o dinheiro vaza para jornais que não existem.
Bem, pelo menos há um lado positivo, pois se os jornais são inexistentes, pelo menos não estão assassinando reputações, publicando inverdades e desafiando o bom senso. A que ponto chegamos: onde vemos o lado positivo do dinheiro sumir para jornais inexistentes, ao invés de parar na blogosfera estatal. Esta deve ser a "mídia regulada".

Seja como for, veja um trecho da matéria da Folha, falando do relatório de auditoria da Secretaria de Controle Interno da Presidência, feito a partir do trabalho da CGU:
Segundo a auditoria, entre 2008 e 2012, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência pagou R$ 364,6 mil a cinco jornais do Grupo Laujar de Comunicação S/A, de São Bernardo do Campo.

Os auditores concluíram que os jornais "resumem-se a quatro páginas cada um", com notícias repetidas, cujas "informações e imagens" são "cópias de reportagens de sites de notícias sem atribuição [de] créditos", aspectos que seriam "indícios de fraude".

Os jornais traziam três anúncios: um da Unimed com números de telefone genéricos; outro sem identificação; e o terceiro, do governo.

No endereço da sede do grupo, os fiscais encontraram um "sobrado residencial". Os vizinhos do suposto parque gráfico desconheciam a existência de atividades no local.

Os auditores também visitaram 35 bancas de jornal e contataram outras 21. A única que conhecia um dos títulos investigados, o "Jornal do ABC Paulista", do qual havia recebido dois exemplares para venda naquele dia, fora indicada pelo dono da Laujar.

O relatório conclui que "os periódicos entregues como prova à Secom foram forjados". A declaração em cartório sobre a tiragem dos jornais, diz o texto, "é falsa".
E não é que eles eram organizados? Havia até esquema para envio às bancas. Dois exemplares, é verdade. E apenas para uma das bancas. E não eram bem exemplares. Mas vocês estão pensando o quê? Não é a Revista Veja...

Isso sim é que é empreendedorismo: os jornais nem existem e já recebem investimentos. Provavelmente, a turma de Dilma dirá que foi um "investimento de risco".

O risco se materializou. Foram pegos.
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