domingo, 15 de fevereiro de 2015

Governo treme: acordo de leniência da Camargo Correa fracassa


Imagem: Vinícius Oliveira / Folhapress
Por Luciano Ayan

O outro golpe judiciário aplicado pelos governistas às vésperas do Carnaval parece ter falhado em seu primeiro teste. (Falo em "outro" pois o primeiro golpe foi aquele dado por José Eduardo Cardozo, ministro da justiça)

Ocorre que após dois meses de negociação, a tentativa da Camargo Corrêa de fechar um acordo de leniência com os procuradores da Operação Lava Jato deu em água. A empresa queria pagar 500 milhões. Os procuradores pediram R$ 2 bilhões. E estão certos: não se deve dar moleza a quem teve participação ativa na demolição da Petrobrás. (Lembre-se dos 88 bilhões que vazaram por corrupção, no relatório da própria ex-presidente da empresa, Graça Foster)
Pelo acordo, a empreiteira confessaria crimes em contratos com a Petrobras e pagaria multa em troca de uma punição menor para a empresa e três de seus principais executivos, que estão presos.

Com o fracasso das negociações, os executivos começaram a discutir um acordo de delação premiada no qual eles poderiam alcançar pena menor, mas a empresa não.
Atualmente, dois integrantes do quadro executivo da Camargo Corrêa estão presos em Curitiba. Eles já estão vendo o sol nascer quadrado há 3 meses. São eles: João Auler, presidente do conselho de administração, Dalton Avancini (foto), presidente da construtora, e Eduardo Leite, vice-presidente da empreiteira. Outro presidente de empresa, Ricardo Pessoa, da UTC, também negocia um acordo de delação premiada.

Por isso mesmo é urgente ficarmos de olho, pois o golpe judiciário aplicado pela tropa do TCU ainda segue vigente, e eles poderão cooptar acordos de leniência para driblar a Lava Jato. 
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