domingo, 1 de fevereiro de 2015

Fernando Holiday fala com o blog Ceticismo Político: “Venha quem vier, com as armas que quiserem, não irei me calar”


Por Luciano Ayan

Ontem este blog publicou uma matéria falando dos ataques racistas sofridos por Fernando Holiday. Esses ataques vieram da extrema-esquerda, indignada com seus vídeos coisas como vitimismo e política de cotas. O caso está alcançando alta repercussão. 

Por sua coragem (aliada à uma ótima contundência verbal, misturada com um inerente senso de humor), ele não pára de ganhar amigos e “likes” no Facebook, como pelas redes sociais em geral. Ainda assim ele encontrou um tempo para neste sábado responder algumas perguntas para este blog. 


Confira:

Fale-nos um pouco sobre você, no que você acredita, e as suas expectativas.

Bom, Luciano, acredito acima de tudo na liberdade, direito esse sagrado e que todo governo que seja no mínimo coerente, deve garantir. Acredito porém que esse princípio tão magnifico vem sendo aos poucos deteriorado, principalmente nas universidades que , como se pode ver, vem restringindo seu debate há um único campo de ideias, o que á médio e longo prazo pode ser perigoso se nada fizermos. E é por isso que me tornei membro do Movimento Brasil Livre (MBL), lá encontrei pessoas igualmente dispostas a lutar por esse direito ao mesmo tempo tão básico e tão maravilhoso. Minha luta é contra isso, contra a hegemonia de ideias, e creio que em um momento tão delicado é necessário que todo cidadão de bem deve se unir contra esse mal maior.

Você se surpreendeu com os ataques sofridos?

Já esperava críticas e alguns ataques, mas a violência com que foram lançados é de fato assustador. Mas não fiz meus vídeos para ficar de brincadeira, já disse e repito: venha quem vier, com as armas que quiserem, não irei me calar.

No post que fiz a respeito de seu caso nós vimos exemplos claros de crime de ódio contra você. Recebi a informação de que nosso post mostrou apenas a ponta do iceberg. O que você viu de pior nas ameaças e ataques contra você?

De fato aqueles ataques foram os mais evidentes, porém houve outros. Em um comentário chegaram a dizer que a universidade tinha militância armada e que eu deveria tomar cuidado, o nome do individuo, salvo engano, era Samuel. Não encontrei o comentário depois. Isso sem contar as feministas com argumentos destrambelhados incitando violência contra mim e contra meus seguidores.

Quais as providências já foram tomadas e serão tomadas a respeito?

Fiz o Boletim e Ocorrência contra os indivíduos que consegui identificar e estou reunindo informações para prosseguir com um processo por ameaça e injúria. Não escaparão das mãos da lei.

As universidades, especialmente a área de Humanas, tem servido como zonas “no go” delimitadas pela extrema-esquerda. Qual seu “plano de ação” para lidar com isso?

Realmente, a extrema-esquerda dominou essas áreas nas universidades. O melhor caminho nesses casos é não ter medo de dizer o que pensa e sempre recorrer as vias legais para garantir sua segurança. Ainda não me decidi se farei meu curso na UNIFESP, pois também fui aprovado pela UNESP e pela PUC. Mas se decidir pela UNIFESP, comunicarei a reitoria quanto as ameaças e acompanharei de perto as providências que serão tomadas pela universidade, e não descansarei até que todas as medidas cabíveis sejam tomadas. Porém, é importante que se diga, recebi apoio de outros alunos da Unifesp, do Campus de Diadema, Baixada Santista e até mesmo de Guarulhos (Campus do meu curso) e de outras universidades públicas e privadas também.

Existem alguns autores liberais que tratam os socialistas como “iludidos por uma ideologia falsa”. Em minha abordagem, muitos tendem, incluindo os militantes, mais para embusteiros que se beneficiam de alegações nas quais muitas vezes sequer acreditam. Por exemplo, fingir lutar contra o racismo, mas ser racista logo em seguida. Isso mostraria que muitos deles não acreditam no que dizem acreditar. Qual sua análise sobre isso?

É até possível entender o que levam jovens ao socialismo. A ideia de que o mundo é injusto e de que alguém precisa fazer algo pelos injustiçados é bonita e fácil de se compreender. Porém, com um pouco mais de estudo ou até somente com o mínimo de raciocínio lógico chega-se a conclusão de que ninguém melhor que o próprio indivíduo para superar as adversidades e se erguer. “Ah, mas a burguesia explora o trabalhador e os impede de crescer!”, dirão os doutrinados. Fato é, que o verdadeiro opressor é o Estado, que com sua gigantesca carga de impostos não permite que o trabalhador receba o que de fato corresponde a seu trabalho, e sempre deve-se entender o trabalhador como um individuo e não como uma classe disposta a seguir a cartilha do sindicato, são humanos, não marionetes. Por fim, por esse raciocínio socialista ser mais simplista os jovens são mais tentados a aderi-lo, e sua incapacidade de raciocínio os leva a defender com unhas e dentes suas doutrinas insensatas, mesmo que isso os leve a contradição. Quanto aos mais velhos, deve ser a senilidade mesmo.

Você tem apenas 18 anos e conseguiu escapar da doutrinação marxista. Como você conseguiu escapar destas armadilhas mentais?

Estudei em escola pública minha vida inteira e a maior parte dos meus professores (inclusive no Cursinho) foram de esquerda e me influenciaram Porém a internet me salvou, foi por ela que ao pesquisar por Marx também encontrava Mises, ao pesquisar por Engels também encontra Milton Friedman e por aí em diante. O segredo para se escapar desse ninho de cobras, é pesquisar, estudar e principalmente ser independente.

Pelo visto você respalda a tese de que a Internet é danosa para ideologias totalitárias…

Me libertei da doutrinação marxista pela internet e agora, por ela também pretendo libertar outros tantos colegas. Devemos usar esse meio para alcançar os mais jovens e construir assim um novo país, refundado com base na coerência, no estudo, na ordem e no progresso.

Percebi em seus vídeos que você tem confiança em resultados na luta contra a opressão esquerdista. Também compartilho desta confiança. Por outro lado, vejo algumas vezes uma parte dos direitistas (sejam conservadores e liberais) muito pessimistas, achando que “está tudo dominado pelo oponente, alguns chegando a dizer que “não vale a pena lutar”. O que você teria a dizer a essas pessoas?

Caros colegas, não desanimem, não somos poucos. É verdade que a esquerda hoje tem o domínio, mas se tem é porque se uniu. Precisamos unir nossas forças contra um mal maior que a cada dia mais corrói a integridade já enfraquecida de nossa pátria. Vamos mostrar que somos maioria, esqueçamos por ora nossas divergências, e juntos com a força da verdade expurgaremos do poder aqueles que nos ridicularizam e nos exploram dia e noite.

Você fez o que muitas pessoas tem medo de fazer. Que mensagem você daria aos que ainda tem medo de se posicionar contra a opressão do totalitarismo politicamente correto?

A essas pessoas digo que não tenham medo de defender a verdade. Não são poucos os que estão do lado de vocês, somos muitos e somos solidários e percebi isso, com os apoios que estou recebendo. Estejam onde estiver, sempre haverá quem também defende o caminho da ordem e do progresso, sempre haverá quem os apoie na luta contra os males da política.
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