sábado, 28 de fevereiro de 2015

Dois executivos da Camargo Corrêa fecham acordo de delação. Começa a hora do espanto para o PT.


Imagem: Edson Jr. / Governo SP
Por Luciano Ayan

Na noite desta sexta-feira (27), surgiu uma notícia que confirma algo que eu havia mencionado aqui há dois dias atrás: a casa caiu para o PT, pois dois executivos da cúpula da Camargo Corrêa decidiram começar a cantar. Eles assinaram um acordo de delação premiada e são os dois primeiros integrantes de uma grande empreiteira a colaborar com as investigações da Lava Jato. 

A dupla que fez o acordo é formada por Dalton Avancini (presidente da empreiteira, foto)  e Eduardo Avancini (vice-presidente). Os procuradores recusaram o acordo com João Auler, presidente do conselho de administração, pois consideraram que o executivo não havia contado tudo que sabia sobre as maracutaias. 

Eles devem pagar uma multa que deve ultrapassar R$ 10 milhões por cabeça e serem liberados nos próximos dias. 

A matéria da Folha diz mais
A Camargo Corrêa tinha uma espécie de conta-corrente com Youssef, segundo o próprio doleiro, que disse ter adiantado dinheiro para a empreiteira em certos casos.
Numa conversa gravada pela Polícia Federal, Youssef reclama: "Tô com um pepinão aqui na Camargo que você nem imagina. Cara me deve 12 paus [R$ 12 milhões], não paga. Pior que diretor é amigo, vice-presidente é amigo".
A expectativa dos procuradores é que os executivos revelem, além dos problemas da Petrobras, irregularidades na construção da usina de Belo Monte, na Amazônia.
Que agora João Auler continue vendo o sol nascer quadrado, pensando na possibilidade dele também delatar coisas importantes. E que, é claro, o PT continue choramingando por causa das delações premiadas. 

Com as delações de Dalton e Eduardo, eles já tem motivos para passar o fim de semana apavorados.
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