segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Depois de seu governo começar a destruir a Petrobrás, Lula, acredite se quiser, participa de ato "em defesa" da empresa


Imagem: Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Por Luciano Ayan

É por essas e outras que a avaliação do comportamento petista é sempre uma caixinha de surpresas. Ficamos sempre esperando qual ato de cinismo será o próximo, e eles sempre nos retribuem tal espera com criatividade impressionante. 

Por exemplo, conforme o blog do Jamildo, está programado para esta terça-feira um ato "público" que seria, não ria, em "defesa da Petrobrás". E com a participação do ex-presidente Lula que, como vimos ontem, foi responsável (junto com Dilma) por colocar Renato Duque, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró em cargos de diretoria na empresa. 

A manifestação está sendo organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e pela FUP (Federação Única dos Petroleitos) e se vale do famoso argumento da máfia, ou seja, "o grupo defende que a investigação, o julgamento e a punição aos corruptores devem ser feitos, mas que isso não pode acarretar a paralisação da estatal."

O documento dos manifestantes também alega que “cabe ao governo rechaçar com firmeza as investidas políticas e midiáticas desses setores, para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos e a geração de empregos nos últimos anos”.

Como se percebe, a falsidade impera no discurso dessa gente, pois são os governistas que estão reclamando da multa de 4,47 bilhões contra as empreiteiras. 

Quer dizer, a principal coisa que se pode fazer hoje pela Petrobrás é reaver o que dela foi roubado. E isso os governistas não querem, usando o truque argumentativo da máfia, como você viu há pouco. 

No dialeto dessa gente, estar "a favor da Petrobrás" significa sugá-la até a morte.
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