sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Comando do PT compara manifestações por impeachment à crise na Venezuela. Eles estão certos. Mas não da forma que pensam.


Imagem: Infolatam
Por Luciano Ayan

Conforme matéria da Folha, o Comando do PT comparou o movimento por impeachment (no Brasil) à crise na Venezuela. Leia
Reunida nesta quinta-feira (26) em Brasília, a cúpula do PT decidiu que não irá às ruas no dia 15 de março, para quando está programada uma marcha pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Aliados do governo chegaram a sugerir uma manifestação com participantes vestidos de vermelho. Mas a ideia foi rechaçada na reunião da executiva nacional do partido.

A resolução elaborada no encontro insistiu na tese de que a crise no Brasil é objeto de uma ofensiva golpista para desestabilizar "governos progressistas", a exemplo do que estaria acontecendo na Venezuela e na Argentina.

"Manifestações recentes na Venezuela e na Argentina ressaltam a existência de uma articulação política e de grupos econômicos locais e internacionais, destinada a desestabilizar governos progressistas no Continente. Esta ofensiva conservadora estende-se ao Brasil, onde setores da oposição flertam com o golpismo e ensaiam pedidos de impeachment, sem qualquer fundamento jurídico ou político. Pronunciamento divulgado esta semana pela OAB nacional e CNBB opõe-se às aventuras de ruptura democrática e defende a ordem constitucional e a normalidade democrática", diz o texto.

Apesar de não agendar ato no dia 15, o comando do partido vai apoiar movimento programado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) para o dia 13. O partido decidiu ainda excluir a Operação Lava Jato e seus desdobramentos da pauta da resolução. Segundo participantes, o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que essa seria uma agenda negativa.
Realmente, o PT está certo. O que acontece na Venezuela é igual ao que ocorre no Brasil. Com a diferença de que o PT não tem todo o poder totalitário que almeja. Mas de resto é a mesma coisa. 

Por exemplo, um governo que só pensa em dar golpe e, usando a tática "acuse-os do que fazemos", de Lenin, chama os oponentes de golpistas. Mesmo que estes últimos atuem dentro da lei e da democracia. 

Em ambos os países coletivos não eleitos se juntam para dar apoio a um governo tirânico. Aqui no Brasil, são OAB, CNBB, MST e outros grupos que envergonham qualquer agrupamento de seres humanos. 

Tanto lá como cá existe o truque governista de dizer que existe uma "conspiração internacional" contra o governo. Em ambos os casos, a culpa é dos Estados Unidos, que quer tomar o Petróleo da Venezuela e do Brasil. (Só faltaram explicar para eles que o Petróleo nem de longe é o problema para os Estados Unidos, que já está buscando outras fontes, muito melhores)

Tanto maduristas como dilmistas alegam defender democracia, mesmo que a seviciem incessantemente. 

Como se vê, assistir o comportamento do governo venezuelano é ótimo para prever os próximos passos dos petistas. Eles nem precisavam ter cometido esse falho de mencionar a semelhança.
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