terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Cinismo sem limites: Lula participa de evento "em defesa" da Petrobras no Rio de Janeiro


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luiz Aguiar


No meio da crise que se instalou na estatal e na economia brasileira como um todo, o ex-presidente da República resolveu participar de um evento "contra a desmoralização da Petrobras". Mas será que o cinismo deste sujeito tem algum limite? Quem será o culpado pela desmoralização da Petrobras? Será que é a imprensa que denuncia os esquemas de corrupção? Ou talvez a Polícia Federal que investiga os crimes?

As organizações sindicais afirmaram que o objetivo da "suposta campanha contra a Petrobras" seria o de desmoralizar a empresa para que ela pudesse ser capturada por interesses privados, sejam eles nacionais ou estrangeiros. A desmoralização passa por perder o valor de mercado, compras de refinarias por um valor muito maior do que realmente valiam, propinas, etc. Dirigentes da estatal e fornecedores da empresa foram presos, esquemas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas foram desmontados pelas investigações, mas o ex-presidente, o governo e os outros petistas continuam dizendo que estão fazendo uma campanha difamatória contra a empresa. 

No evento, militantes petistas e grupos que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff se enfrentaram na porta da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no centro do Rio. Enquanto os manifestantes contrários ao PT gritavam "Fora Dilma!", os militantes petistas os chamavam de "golpistas". Essa é outra coisa que não faz muito sentido. No final da década de 90 e início dos anos 2000 aconteceram diversas manifestações contra o governo tucano de FHC onde vários partidos de esquerda gritavam "Fora FHC!". Anteriormente, durante o governo Collor, também os mesmos partidos foram para as ruas e gritavam "Fora Collor!". Em nenhuma dessas duas situações gritar "fora (insira o nome do presidente)", era considerado golpismo. Estranhamente agora o é.

O tom ufanista da defesa da Petrobras não passa de demagogia. Manter a empresa estatal só faz com que todos nós paguemos a conta pelos desmandos, desvios e propinas. Quando uma empresa privada tem prejuízos, ela fecha. No caso da Petrobras, quando ela tem prejuízos, o governo nos manda a conta. É exatamente essa Petrobras que as organizações sindicais, o ex-presidente Lula, o PT e os outros partidos de esquerda (meras linhas auxiliares do "voto crítico") querem defender.
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