quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Brasil e o capitalismo faz de conta


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Roberto Pantoja

A Operação Lava Jato resume muito bem o tipo de capitalismo que vivemos no Brasil. Temos aqui um capitalismo de fachada, no qual as empresas precisam de apadrinhamento político para manter ou expandir seus negócios. 

Isto resulta em um ciclo vicioso, em que as empresas têm três opções: continuam micros empresas, pagam para ganhar licitações ou são pegas pela Polícia Federal. Nos três casos o empresário e o consumidor só perdem, mesmo que o argumento seja "mas se... o empresário não fosse corrupto, não pagaria propina"

Este pensamento é tolo porque a regulação naturalmente é a raiz da corrupção, pois evita concorrência e necessita de lobby para manter os monopólios. Então, é irrelevante se existem as ações punitivas, pois o "combate à corrupção" só irá mudar as peças do xadrez.

A coisa funciona exatamente como o tráfico de drogas, isto é, mesmo que você prenda todos os traficantes do mundo, sempre irão surgir novos, porque o mercado sempre terá demanda por drogas. Simples assim. 

A população (clientes) necessita de empresas para funcionar. Mas se o Estado regula, só irão mudar os personagens envolvidos no ato corrupto. Somente o livre mercado poderia criar um ambiente realmente democrático, no qual as empresas crescem pela meritocracia e não respeitando leis que só favorecem os grandes (lobby). 

O governo cria a corrupção naturalmente. Quanto maior o seu papel, maior a propina. Simples assim. 

Observe que todos os setores mais regulados pela União são exatamente aqueles que mais têm monopólios e que mais prejudicam o consumidor. Exemplos: setor aéreo, sistema de saúde, telecomunicações, energia e etc.

O Estado gordo brasileiro prejudica tanto a democracia que podemos ver nitidamente o mapa empresarial em todos os setores. Neste mapa, temos raros exemplos de médias empresas, milhares de micros e dezenas de grandes. 

Isto nos torna um país dos extremos, que não permite que os empreendedores cresçam naturalmente, apenas se estiverem atrelados ao governo de alguma fora, seja com dinheiro público, licitação ou corrupção. Não que este problema ocorre somente no Brasil, mas aqui a coisa já beira o absurdo. 

Quando um esquema de corrupção enorme como o Petrolão aparece no jornal, temos evidências de que o país foi mais prejudicado. Estranhamente, muitos clamam por mais Estado. 

Este cenário destrói a imagem dos empreendedores e quebra as grandes empresas; trazendo desemprego, pobreza e mais gastos governamentais para "fiscalizar". A solução vendida só cria cada vez mais corrupção. 

Os brasileiros precisam entender rapidamente que somente a liberdade é capaz de diminuir ou acabar com a corrupção. Mas o verdadeiro vilão tem imunidade. Portanto, cuidado!
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