quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Altamiro Borges entrega o ouro ao criticar a "mídia golpista" e Eduardo Cunha


Imagem: Sintratel.org
Por Luciano Ayan

Sempre defendi a ideia de que a melhor fonte de informações sobre os planos totalitários não está em muitos dos teóricos opositores a falarem destes totalitários (embora estes ajudem, é verdade), mas nas declarações entrecortadas e, às vezes em contradição, dos próprios totalitários. 

Não é por outro motivo que os policiais adoram tanto pegar os criminosos em contradição. Auditores de segurança da informação não agem de forma diferente. 

Eis então que Altamiro Borges escreve o seguinte:
A mídia hegemônica, em relação ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), parece uma mãe zelosa: só falta babar de orgulho pelo filho comportado. Diz que Cunha “imprime novo ritmo às votações”, que cobra horário de chegada dos deputados, entre outras medidas moralizadoras, dignas de um probo. E Cunha realmente tem feito o serviço para o qual foi eleito com apoio da mídia hegemônica: defende o financiamento das campanhas eleitorais pelas empresas, promete barrar qualquer lei de regulação da mídia, é homofóbico, e agora entregou ao DEM o comando da comissão da Reforma Política.
Observe o que o irrita em Cunha: fazer a reforma política sem o comando totalitário do PT (cuja proposta é amplamente ditatorial), evitar o financiamento exclusivamente público de campanha (que manteria o PT eternamente no poder, por dar o monopólio do uso do estado para campanhas para o partido) e a censura de mídia (o ouro ambicionado pelos petistas). 

Está aqui, nas palavras de Altamiro Borges, um dos formadores de opinião mais prolíficos do PT na última década.

Enquanto o país está quebrado, as prioridades destes senhores se resumem a censurar a mídia, aparelhar ainda mais o estado e garantir que o PT tenha o monopólio do uso do estado para campanhas (evitando até que seus opositores consigam financiamentos de empresas privadas). Está mais claro que a neve de que o PT assentou-se na trincheira de garantir a manutenção do poder de forma totalitária. 

O detalhe é que em todas as nações onde conseguiram isso, os socialistas começam a destruir não apenas seus opositores, como também antigos aliados não-marxistas. 

Ao que parece, o PMDB já descobriu o truque...  
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