domingo, 22 de fevereiro de 2015

"A prática do aparelhamento do Estado precisa ser revista", diz novo líder do PMDB


Imagem: Pedro Ladeira / Folhapress
Por Luciano Ayan

O deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ), que apoiou Aécio Neves nas eleições em 2014, criticou o aparelhamento estatal feito pelo PT em uma entrevista

Diz ele: 

Creio que a presidente Dilma tem condições de reverter este quadro e mudar essas práticas do seu partido. É preciso fazer um governo não para os companheiros do partido, mas para os brasileiros.

Em termos de crítica já é alguma coisa, embora recaia naquele tradicional erro de tomar um fraudador como alguém "apenas enganado". Mas vamos apostar na hipótese de que, pelo fato do PMDB estar se posicionando como independente, ele esteja sendo "político". 

Na verdade, o aparelhamento estatal não é um erro, pela ótica petista. É a conclusão de um plano de qualquer país do Foro de São Paulo. O aparelhamento estatal, aliás, é planejado para que depois o PT possa cuspir o PMDB sem maiores consequências. 

Por exemplo, com o financiamento exclusivamente público de campanha, o PT teria um poder de usar a verba de publicidade institucional que não seria dado a nenhum outro partido, mesmo da base. Seria a submissão total. 

Ademais, o PT precisa tanto mudar essas "práticas do seu partido", assim como uma gang de traficantes precisa mudar suas "práticas de seu grupo" de traficar drogas. Mas será que há interesse? Picciani mostrou-se até engraçado neste momento. 

Aliás, os bolivarianos devem ter morrido de rir quando ele falou em "fazer um governo não para os companheiros do partido, mas para os brasileiros". Bastaria que ele lesse Gramsci para saber que socialistas gramscianos só acreditam na submissão de todos ao seu partido. 

Mas, enfim, vamos seguindo com a vida...
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