segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A goleada de Eduardo Cunha


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Marcus Vinicius Motta

Confesso que, de certa forma, fui um entusiasta da candidatura de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara. Mais do que ver os faniquitos de gente como Jean Wyllys ou Erika Kokay, queria ver a Câmara deixar de ser linha auxiliar do Palácio do Planalto e consequentemente do PT. 

Com pouco tempo em campo, Cunha marcou alguns gols e ameaçou uma ou outra canelada, mas o saldo é muito, muito positivo até aqui. Vejamos: 

Derrotou o governo no primeiro turno (1x0), expurgou o PT da mesa diretora (2x0), desidratou o partido nas comissões mais importantes (3x0), deu um passa-moleque no PT e instalou uma comissão para a reforma política que passa longe do bolivarianismo que a companheirada deseja (4x0), aprovou o orçamento impositivo acabando com as chantagens envolvendo ementas (5x0), está trabalhando para dificultar a fusão de partidos e assim atrapalhar o partidator-Tabajara Gilberto Kassab a atacar o PMDB para ajudar o PT (7x0), resolveu convocar todos os ministros para debates na casa (8x0), instalou a CPI da Petrobras e barrou manobras petistas para inviabilizar a comissão (9x0), soterrou qualquer tentativa de controle da mídia (10x0). 

A canelada fica por conta da possível instalação de um petista na relatoria da CPI da Petrobras, afinal, todo mundo sabe o que qualquer petista vai fazer ali e não será ajudar nas investigações. 

Mas o melhor deixei para o final, que é, até aqui, o 11x0 de Eduardo Cunha, com um verdadeiro gol de placa. Veja o que ele disse em sua conta no Twitter sobre o sequestro e prisão de um opositor pela ditadura de Nicolas Maduro na Venezuela: 
Não dá para os países democráticos assistirem isso de braços cruzados, como se fosse normal prender oposicionista, ainda mais detentor mandato. Até quando o Brasil ficará calado sem reagir a isso? 
Trata-se simplesmente da declaração mais dura dada por uma autoridade brasileira em toda a história da proto-ditadura bolivariana. Até aqui os patetas que acreditam estar criando uma "pátria grande" na América Latina cometeram todo tipo de abjeções sem que o Brasil não agisse como estafeta do bando de lunáticos, mas isso acabou agora, pela ação de Eduardo Cunha. 

O que ele deve ter percebido - e se não percebeu certamente o fará em breve, já que é um homem inteligente - é que não há por onde crescer no campo do petismo. Nem ele (e nem ninguém que não seja do partido) jamais terá apoio de movimentos sociais, sindicatos, entidades estudantis, ONGs pobristas, movimentos de minorias e demais sanguessugas. Este terreno está ocupado e sedimentado nas mãos do PT. 

Onde Eduardo Cunha pode crescer é entre aqueles que não aguentam mais o cinismo, o autoritarismo, a esculhambação de valores, o duplo grau de julgamento do lulopetismo e seus asseclas cucarachas. É entre os que desejam que o Brasil faça seu tamanho valer onde houverem abusos de poder no continente.Os que desejam parar de sentir vergonha de ver seu país se aliando a Castros, Maduros, Morales e Kirchners, essa malta de cretinos que destrói seus países, solapa as liberdades e se agarra ao poder mais do que carrapato em bunda de cachorro. 

Há oposição neste país, só falta quem a represente. O PT é uma fruta podre pendurada num galho, basta sacudir que cai.
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