sábado, 21 de fevereiro de 2015

A "ética" do diretor do Instituto Lula: "todo mundo corrompe um pouquinho"


Imagem: Antônio Ribeiro/VEJA
Por Luciano Ayan

O PT está se comportando como uma verdadeira doença para o Brasil, e precisamos nos curar dessa doença. O mais dramático não se encontra nos casos de corrupção (que seriam resolvidos com multas de ressarcimento e prisão dos envolvidos), mas no sistema moral usado pelo partido para justificar suas atrocidades. 

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, é parte desse esforço de desserviço à cultura moral de uma nação. Observe o que ele disse
No Brasil, infelizmente, é assim. Todo mundo corrompe um pouquinho. A gente tem uma cultura de comprar facilidade, que é ruim. 
Este é um discurso de atenuação, feito exatamente para tentar nivelar os crimes de corrupção do PT com "todo mundo". Por que com todo mundo? Por que "corrompem um pouquinho". 

Mas as coisas não são bem assim, mesmo que moralmente possamos condenar pessoas que tentem posar como santas, quanto na verdade cometem seus casos de corrupção. Podemos, inclusive, apontar o dedo para algumas pessoas. Mas não podemos perder o senso de proporções. 

Se seguirmos a ética de Okamotto, um genocídio estaria justificado por que todo mundo já agrediu outro na vida. Decerto que podemos condenar as agressões, mas isso não está no mesmo nível de gravidade do que um genocídio. Alguém que já deu um tapa em outro não pode ser citado para atenuar quem tenha exterminado milhares de pessoas em uma guerra étnica. Assim como alguém que já pagou cervejinha para um guarda não pode ser comparado a um partido que fez o escândalo do Petrolão. 

Agora observe como ele tenta inocentar o tesoureiro do PT, Vaccari Neto: 
As empresas estão ganhando dinheiro. Ninguém precisa corromper ninguém. Funciona assim: ‘Você está ganhando dinheiro. Estou. Você pode dar um pouquinho do seu lucro para o PT? Posso, não posso’. É o que espero que ele tenha feito.
Hue hue hue... Sem comentários. 

Ao Estadão, Okamotto confessou que Lula e ele estão recebendo empreiteiras da Lava Jato, as quais cobram interferência política. Ele fala do encontro com João Santana, diretor da UTC:
Ele queria conversar, explicar as dificuldades que as empresas estavam enfrentando. Disse: ‘Você tem que procurar alguém do governo’ [...] Ele estava sentindo que as portas estavam fechadas, que tudo estava parado no governo, nos bancos. Eu disse a ele que acho que ninguém tem interesse em prejudicar as empresas. Ele está com uma preocupação de que não tinha caixa, que tinha problema de parar as obras, que iria perder, que estava sendo pressionado pelos sócios, coisa desse tipo.
Pelo menos ele foi descuidado ao ponto de fazer com existam motivos para que Lula seja chamado para se explicar na CPI do Petrolão.
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